10
de Junho: Cavaco apela aos portugueses da diáspora para que
apoiem Portugal
Castelo Branco, 09 jun (Lusa) –
O Presidente da República apelou hoje a todos os
portugueses da diáspora para que apoiem Portugal,
sublinhando que “todos” não são demais para ajudar o país a
superar a situação difícil que atravessa.
“Portugal atravessa hoje uma
situação difícil. Todos não somos demais para ajudar a
nossa terra, a terra das nossas raízes”, defendeu o chefe
de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa mensagem dirigida às
comunidades portuguesas por ocasião do Dia de Portugal, que
foi gravada em Castelo Branco, cidade que acolhe este ano
as comemorações oficias do 10 de Junho.
Contudo, sublinhou, há razões de esperança e uma delas é,
precisamente, a vitalidade das comunidades portuguesas que
se encontram espalhadas por todo o mundo.
“Isto constitui um capital que temos de saber aproveitar,
na convicção de que o país pode contar com o apoio de todos
os seus filhos para superar os desafios que enfrenta.
Apelo, assim, aos Portugueses da Diáspora, que em outras
ocasiões da História nunca faltaram com o seu auxílio, a
que apoiem o nosso país”, sublinhou Cavaco Silva.
Pedindo a todos os portugueses da diáspora para que
acreditem em Portugal, Cavaco Silva notou que o país é “um
destino com grandes potencialidades”, para onde pode ser
canalizado o seu investimento, o talento e espírito
empreendedor.
“Aquele que emigrou era, por natureza, um inconformista.
Aspirava a mudar de vida, não se resignou. É esta nota de
inconformismo e ambição que importa sublinhar como
exemplo”, sustentou o Presidente da República.
Repetindo um apelo que tem vindo a fazer desde o seu
primeiro mandato em Belém, Cavaco Silva voltou a insistir
na necessidade de Portugal reforçar os laços com os
portugueses residentes no estrangeiro e com os
luso-descendentes, lembrando que nunca se resignou “a um
estado de afastamento mútuo e de ignorância recíproca entre
Portugal e as suas comunidades no exterior”.
“Neste contexto, a língua e a cultura portuguesa, bem como
as nossas tradições, devem ser acarinhadas, pois constituem
um traço de identidade que nos irmana e aproxima, uma união
que devemos cultivar e aprofundar”, referiu, considerando
que “agora, numa altura difícil”, esse laços devem “como
nunca” ser fortalecidos.
“Portugal precisa de vós. Portugal precisa de todos os
portugueses. De todos eles, de cada um deles, onde quer que
se encontrem. Mesmo nas partes mais recônditas do globo,
existem Portugueses talentosos e experientes que revelam
uma extraordinária capacidade de adaptação às suas
comunidades de acolhimento. Portugal necessita do seu
contributo”, apelou.
VAM.
Lusa/fim